Técnicas de Escaneamento (Scan Skills) + Checklist Prático
Antes de Começar
Antes de iniciar qualquer escaneamento, garanta que:
O scanner esteja calibrado e devidamente aquecido.
A ponta esteja limpa, seca e corretamente encaixada.
As superfícies dentais estejam secas, utilizando jato de ar ou sugador para otimizar a captura dos dados.
Uma boa preparação impacta diretamente na qualidade do resultado final.

1️ - Posicionamento Inicial
Posicione o paciente de forma confortável — tanto para ele quanto para você — com boa iluminação indireta.
Segure o scanner com firmeza, mantendo a ponta estável e próxima aos dentes, sem compressão excessiva de tecidos.
Defina qual arcada será escaneada primeiro (superior ou inferior).

2️ - Ordem de Captura dos Dados
Para obter uma aquisição otimizada e reduzir a necessidade de edições posteriores, siga uma lógica estruturada.
Arco Superior (Maxila)
? 1. Face Oclusal (base de referência)
Inicie pela face oclusal, que será seu principal ponto de referência.
Ao chegar nos dentes anteriores, movimente o scanner suavemente em movimento de gangorra, permitindo capturar todas as faces incisais e transições.
Comece em um canino.
Siga até o canino contralateral.
Após isso, retorne o scanner para uma posição paralela à oclusal e finalize o arco posterior.

? 2. Face Vestibular (mais desafiadora no arco superior)
A face vestibular costuma ser a etapa mais técnica da maxila.
Realize movimentos suaves de gangorra para capturar bem regiões mesiais e distais.
Ao chegar na linha média, é comum sentir dificuldade de continuidade.
⚠ Importante:
Não realize movimentos de torção com o scanner.
Se necessário:
Retire o scanner da boca (não é preciso desligar).
Apoie-o sobre a superfície oclusal do lado que ainda falta escanear.
Posicione-o na face vestibular, vindo da oclusal.
Continue o escaneamento até a linha média para finalizar essa face.
Essa técnica evita perda de rastreamento e distorções.
? 3. Face Palatina
Finalize pela face palatina com um movimento contínuo e fluido, mantendo estabilidade e boa angulação.
Arco Inferior (Mandíbula)
Siga a mesma lógica estrutural do arco superior.
A diferença está na dificuldade anatômica:
Na mandíbula, a face lingual tende a ser a mais desafiadora.
Portanto, invertemos a ordem das faces secundárias.
Sequência recomendada:
Face oclusal (referência)
Face lingual
Face vestibular (por último)
Mantendo sempre a mesma técnica de movimentação e controle.
3️ - Movimentos Recomendados
✔ Utilize movimentos lentos e contínuos, evitando saltos bruscos.
✔ O scanner deve estar em movimento suave e controlado.
✔ Mantenha angulação entre 35° e 55°, favorecendo a sobreposição das imagens.
Movimentos estáveis garantem melhor alinhamento de dados e menor necessidade de correções.
4 - Verificação em Tempo Real
✔ Acompanhe constantemente a tela do software.
✔ Identifique áreas não capturadas e reescaneie.
✔ Evite reflexos diretos de luz sobre as superfícies escaneadas.
A validação em tempo real evita retrabalho posterior.
5 - Pausas e Retomadas
Se for necessário interromper o escaneamento:
? O sistema reconhece e retoma o processo a partir de um ponto de referência previamente capturado.
Por isso, iniciamos sempre pela face oclusal — ela funciona como nosso mapa de orientação para o alinhamento dos dados.
6 - Finalização do Scan
Após cobrir todas as superfícies:
Finalize o escaneamento no software.
Avalie cuidadosamente o modelo digital.
Verifique se existem lacunas, buracos ou áreas incompletas.
Caso necessário, reescaneie pontos específicos antes de concluir o caso.

Checklist de Boas Práticas – Scan Skills
